Várias empresas ligadas à Internet, entre as quais algumas operadoras, admitiram às autoridades norte-americanas que utilizam tecnologias que analisam o comportamento dos cibernautas para utilizarem em publicidade, sem consentimento. Os nomes incluem empresas como o Google, Yahoo ou a AOL.

As afirmações surgiram em resposta a um inquérito enviado pelo Comité da Energia e Comércio, do Congresso dos EUA, com o objectivo de começar a delinear uma nova legislação sobre a protecção da privacidade dos cibernautas.

No questionário enviado, no início do mês, o Comité norte-americano levantava a cada operador 11 questões, entre as quais: alguma vez se basearam nos dados pessoais dos utilizadores para criarem publicidade personalizada?; Quantas pessoas foram analisadas neste tipo de práticas?; os cibernautas podem optar por não deixar que a sua informação seja utilizada para estes fins?; etc.

Na sua maioria as empresas revelam que utilizam este tipo de tecnologias para monitorizar o comportamento dos utilizadores, entre as quais se encontra o Google.

Na resposta ao Congresso o motor de busca afirma que utiliza este tipo de mecanismos, «tal como milhares de empresas da Internet», realçando que o faz «esforçando-se para o fazer de uma forma que dê valor aos nossos utilizadores e proteja a sua privacidade».

O motor de busca explica que uma das técnicas utilizadas nos seus serviços é o «DoubleClick ad-serving cookie», um código específico dedicado apenas à monitorização do tráfego da Internet, que pode ser desactivado.

Também a AOL admite que apresenta aos seus utilizadores «publicidade on-line relevante para os cibernautas consoante a sua utilização e escolhas nos vários serviços e funcionalidades».

A operadora esclarece que todos estes procedimentos são explicados aos cibernautas nos seus termos de utilização.

Outro dos inquiridos foi o portal Yahoo, que aproveitou para revelar que até ao final deste mês pretende implementar uma ferramenta para que os utilizadores possam desactivar a funcionalidade de anúncios personalizados.

Tal não existe ainda porque a empresa defende que «acreditamos fortemente que os consumidores querem escolher quando personalizam as suas experiências on-line e eles [os cibernautas] demonstraram uma grande preferência para a publicidade que é mais importante do ponto de vista pessoal».

Mesmo assim admite reconhecer que «há alguns utilizadores que preferem não receber publicidade personalizada», daí ter decidido implementar a possibilidade de este tipo de funcionalidades ser desactivada.

As respostas podem ser encontradas neste link.

Fonte: Sol

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